Segue relato de um amigo nosso aventureiro que compartilhou a experiência de ficar perdido em uma trilha em Urupema.
"Segunda feira 19 de março de 2012 resolvi subir para Urupema, meu tradicional refugio, para um periódico de descanso sabático. Aquele tempo que se tira para reflexão, descanso, introspecção e pensar na vida. Uma tradição judaica.
Como sempre, fico na Eco Pousada Rio dos Touros, dos amigos Fernando e Rose.
Lá pelas quatro e meia da tarde, Fernando, Anaura funcionaria da pousada e “Bijoão” empregado temporário do Fernando, fomos tomar um café serrano, com todos os quitutes típicos da região e muita conversa sobre os causos, história e personagens da região.
Lá pelas cinco e meia, sol bem alto ainda, resolvi dar uma volta pela propriedade e exercitar a melhor parte do “sabbath”.
Mal sabia que estava começando a aventura. Despedi do Fernando e avisei que ia pegar a Trilha da Tapera que fica a esquerda das terras da fazenda, entrando na propriedade do Bita. Conhecia bem aquele caminho, afinal em janeiro ultimo tínhamos, eu e meu amigo Mario Nogarolli, feito este caminho a cavalo dando uma grande volta e retornando pela Chapada do Graxaim.
Como sempre, fico na Eco Pousada Rio dos Touros, dos amigos Fernando e Rose.
Lá pelas quatro e meia da tarde, Fernando, Anaura funcionaria da pousada e “Bijoão” empregado temporário do Fernando, fomos tomar um café serrano, com todos os quitutes típicos da região e muita conversa sobre os causos, história e personagens da região.
Lá pelas cinco e meia, sol bem alto ainda, resolvi dar uma volta pela propriedade e exercitar a melhor parte do “sabbath”.
Mal sabia que estava começando a aventura. Despedi do Fernando e avisei que ia pegar a Trilha da Tapera que fica a esquerda das terras da fazenda, entrando na propriedade do Bita. Conhecia bem aquele caminho, afinal em janeiro ultimo tínhamos, eu e meu amigo Mario Nogarolli, feito este caminho a cavalo dando uma grande volta e retornando pela Chapada do Graxaim.
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| Estava bonito o caminho. Achei que tudo ia dar certo. |
Fui caminhando, fotografando paisagens e pássaros e apreciando o barulho do silencio. Cheguei até o ponto, onde da ultima vez tínhamos chego a cavalo e subido em direção a Chapada do Graxaim, pegando a direita. Foi quando tomei a decisão de conhecer novas paisagens e roteiro e segui reto, e contornaria o morro a minha direita, alcançando a chapada mais a frente. Portanto continuei caminhando, cruzando cercas e porteiras, fotografando os bandos de papagaios-charão que sobrevoavam o local.
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| Os papagaios-charão sobrevoando a área. Achava que tudo estava sob controle. |
Lá pelas tantas resolvi concluir meu brilhante plano, abandonar a trilha e subir a direita uma encosta com vegetação alta e densa e chegar a Chapada do Graxaim, daí tomar a mesma trilha que leva o seu nome e voltar em segurança para a sede da Pousada.
Vencida a subida e o capão de mato cheguei a uma clareira bem grande de uns 300 metros de diâmetro, muito bonita com uns gados pastando e resolvi bater umas fotos, quando algumas constatações me assaltaram com leve preocupação. Eu não estava na Chapada do Graxaim e estava entardecendo rápido, calculei mais uns quarenta minutos de sol no maximo. Logo cairia a noite.
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| Quando cheguei a esta clareira, já estava perdido mas não sabia. A primeira preocupação começou a rondar. |
Resolvi apressar o passo e buscar encontrar este destino intermediário que me localizaria para o retorno. Comecei a andar em direção a nada, meio intuitivamente, entrando em outro capão de mato, ultrapassando cercas, cruzando córregos, subindo e descendo, quando finalmente constatei o pior. Estava perdido! A noite havia chegado!
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| Apesar da situação crítica, havia uma beleza na noite. |
Lutei contra uma sensação de pânico que queria me dominar.
Continuei andando de forma totalmente equivocada, ou seja, apressadamente como se isso fosse ajudar alguma coisa. Percebi que já estava em pânico, quando comecei a ouvir meu coração bater, forte e acelerado. Parecia um tambor batendo, ouvia-o claramente. A adrenalina estava a mil.
A RENDIÇÃO
Mais um pouco de caminhada tresloucada pelos matos, caí exausto ao lado de uma cerca, precisava descansar. Constatada a situação resolvi apelar para os céus, fiz uma oração silenciosa, pois também já tinha concluído que eu era uma ameaça a mim mesmo. Falei: - Deus dá um jeito aí, porque a lambança já está feita e estou nesta roubada. Confiei nas minhas habilidades de escoteiro, mateiro, excursionista e militar e deu no que deu.
De fato tinha quebrado todas as regras que eu sabia tinham que ser seguidas neste tipo “hiking”.
A RENDIÇÃO
Mais um pouco de caminhada tresloucada pelos matos, caí exausto ao lado de uma cerca, precisava descansar. Constatada a situação resolvi apelar para os céus, fiz uma oração silenciosa, pois também já tinha concluído que eu era uma ameaça a mim mesmo. Falei: - Deus dá um jeito aí, porque a lambança já está feita e estou nesta roubada. Confiei nas minhas habilidades de escoteiro, mateiro, excursionista e militar e deu no que deu.
De fato tinha quebrado todas as regras que eu sabia tinham que ser seguidas neste tipo “hiking”.
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| Do alto do morro, com os pés enlameados e molhados. Ainda não tinha feito contato, mas o frio ja castigava. |
ANALISE DAS OPÇÕES
Feita a conversa com o “Homem” lá em cima, voltei os pensamentos para as coisas praticas e fiz uma analise das minhas opções e recursos disponíveis. Nos bolsos tinha uma câmera fotográfica e um celular dual chip. Trajava jeans, tênis e uma camisa de verão de mangas curtas. O celular estava ligado e já vinha consultando-o compulsivamente há algum tempo, para ver se alguns dos chips davam sinal. NADA de sinal, nem pra remédio. Concluí que compulsoriamente já tinha um plano B: passar a noite nos matos daqueles planaltos, pois ia ser impossível achar o caminho ou ser resgatado pelo Fernando naquele breu.
Como havia a luz das estrelas pude ver do outro lado da ravina que estava, por entre as arvores, que havia um campo aberto e depois dele um morro pelado, sem vegetação, circundado por um muro de taipa. (Cerca construída de pedras, típica da região). Resolvi então alcançar aquele morro, para de cima tentar ver algo que me localizasse, pelo menos é isso que faz o Bear Grills, no seu show A Prova de Tudo. Eu não me sentia nem um pouco o Bear Grills, mas um perfeito idiota. Neste percurso até o tal morro, consegui mais uma proeza. Afundei num pântano, até os joelhos e agora alem de tudo estava com os pés encharcados e enlameados. Não tinha nenhum ferimento físico, mas meu orgulho estava ferido de morte. Que baita mico estava pagando. Só tinha um jeito de minimizar o estrago que era compartilhar a historia e rir de mim mesmo, mas a sensação no momento não era nada boa. Durante todo este tempo estive compulsivamente consultando o celular à espera do milagre do sinal de operação, mas NADA.
RELEMBRANDO FATOS
Enquanto caminhava lentamente e podre de cansado, exausto, molhado e humilhado, comecei a lembrar de outras roubadas históricas ou situações imprudentes que já tinha passado e me saído bem. Lembrei quando voava de parapente, nos anos 90, (sem radio e sem paraquedas reserva) num voo na Lagoa da Conceição, surpreendido por um vento sul forte, vi todos meus companheiros irem para o pouso e o bobão aqui sem comunicação, não conseguia descer apesar de todas as manobras conhecidas. Depois de muita luta consegui pousar entre cabos de alta tensão em frente a Confraria.
Lembrei-me também quando em 99 com um grupo de colegas estudantes, saímos de San Francisco, Califórnia, fomos até Yosemite Park, um lugar de deslumbrante natureza. Fomos fazer um “hiking” e desobedecendo as placas de advertência no caminho, ultrapassamos o ponto permitido e subimos uma trilha na montanha, que era habitada por ursos. Coisinha leve, pequena transgressão, que felizmente não resultou em nenhuma tragédia. Lembrei-me também de quando remava pelo Clube de Regatas Aldo Luz de Florianópolis e estava na raia da baia sul e a marola de uma lancha virou meu skiff. Aquele foi um sufoco brabo, pois é impossível subir um skiff sem ter pelo menos um pé no chão. Fui resgatado pela nossa atual campeã olímpica Fabiana Beltrame que estava na mesma raia. Hoje rema pelo Flamengo do Rio.
Estes pensamentos temporariamente tiraram meu foco do problema, afinal se eu tinha saído destas todas, o que era estar perdido a noite na serra: sopa ia tirar de letra.
Nem a conversa na roda do café da tarde sobre a ocorrência de um ataque de um leão-baio (maior felino da região, espécie de onça parda) na semana passada a um terneiro que foi devorado pelo bichano, me preocupou. Afinal sabe-se que leão-baio não ataca humanos e eu confiava plenamente na ética dos leão- baio em respeitar estas convenções e regras, de não atacar humanos.
VOLTANDO A REALIDADE
Mas havia um perigo real e imediato que eu temia enfrentar. O frio da noite. A mais ou menos 1.500 metros de altitude, sabia que a temperatura iria cair a 7 graus, mesmo naquela noite de fim de verão na serra e o vento que já soprava forte ia levar a sensação térmica a 0 grau ou menos. Passar a noite ali era uma hipotermia na certa, até mesmo poderia me levar desta para melhor antes da hora. Eu estava cheio de historia para contar aos netos, mas estava tão desanimado em achar uma saída para o problema, quanto com a perspectiva de netos.
Chegando ao pé do tal morro, ultrapassei com dificuldades a cerca de taipas que o circundava e comecei a escalada, trôpego. Luz só da via láctea que exibia majestosa uma constelação de estrelas. Alcancei o topo do morro e o frio já ardia no lombo com o vento cortante. Olhei 360 graus na noite estrelada e não localizei nenhum ponto conhecido, até que a uns estimados dois kilometros em linha reta, identifiquei uma Rodovia. Ufa, tinha um plano C. Enquanto avaliava novamente as opções que tinha agora, enfiei a mão no bolso e saquei o celular para checar o sinal. ALELUIAS! O sinal da Vivo entrava forte no alto daquele morro, estava quase salvo. Tremulo achei o numero da Pousada, disquei e a Rose atendeu do outro lado. Ofegante já fui dizendo “Rose estou perdido aqui no alto de um morro que tem um pinheiro branco do lado.” Ela disse “espera que vou chamar o Fernando para ir te buscar”. Mais alguns minutos de espera liguei de novo e o Fernando atendeu: “Fica ai que eu vou te buscar” disse e desligou o telefone sem esperar eu dizer onde estava. Não ia adiantar nada mesmo, pois eu não tinha a menor ideia de onde estava. Passou uma hora e pouco, eu em cima do morro com a lanterna do celular ligada e acenando para a noite escura na direção que eu achava que o Fernando ia aparecer. Já sonhava com uma refeição e um banho quente.
Depois de uma espera razoável, escutei algo como gritos distantes e bem fracos ecoando na escuridão, ...no lado oposto de onde eu esperava o socorro. Era o São Fernando. Ficamos trocando gritos na escuridão até que ambos visualizamos mutuamente as lanternas, que foram lentamente se aproximando no meio do mato e do breu da noite. Estava resgatado.
Feita a conversa com o “Homem” lá em cima, voltei os pensamentos para as coisas praticas e fiz uma analise das minhas opções e recursos disponíveis. Nos bolsos tinha uma câmera fotográfica e um celular dual chip. Trajava jeans, tênis e uma camisa de verão de mangas curtas. O celular estava ligado e já vinha consultando-o compulsivamente há algum tempo, para ver se alguns dos chips davam sinal. NADA de sinal, nem pra remédio. Concluí que compulsoriamente já tinha um plano B: passar a noite nos matos daqueles planaltos, pois ia ser impossível achar o caminho ou ser resgatado pelo Fernando naquele breu.
Como havia a luz das estrelas pude ver do outro lado da ravina que estava, por entre as arvores, que havia um campo aberto e depois dele um morro pelado, sem vegetação, circundado por um muro de taipa. (Cerca construída de pedras, típica da região). Resolvi então alcançar aquele morro, para de cima tentar ver algo que me localizasse, pelo menos é isso que faz o Bear Grills, no seu show A Prova de Tudo. Eu não me sentia nem um pouco o Bear Grills, mas um perfeito idiota. Neste percurso até o tal morro, consegui mais uma proeza. Afundei num pântano, até os joelhos e agora alem de tudo estava com os pés encharcados e enlameados. Não tinha nenhum ferimento físico, mas meu orgulho estava ferido de morte. Que baita mico estava pagando. Só tinha um jeito de minimizar o estrago que era compartilhar a historia e rir de mim mesmo, mas a sensação no momento não era nada boa. Durante todo este tempo estive compulsivamente consultando o celular à espera do milagre do sinal de operação, mas NADA.
RELEMBRANDO FATOS
Enquanto caminhava lentamente e podre de cansado, exausto, molhado e humilhado, comecei a lembrar de outras roubadas históricas ou situações imprudentes que já tinha passado e me saído bem. Lembrei quando voava de parapente, nos anos 90, (sem radio e sem paraquedas reserva) num voo na Lagoa da Conceição, surpreendido por um vento sul forte, vi todos meus companheiros irem para o pouso e o bobão aqui sem comunicação, não conseguia descer apesar de todas as manobras conhecidas. Depois de muita luta consegui pousar entre cabos de alta tensão em frente a Confraria.
Lembrei-me também quando em 99 com um grupo de colegas estudantes, saímos de San Francisco, Califórnia, fomos até Yosemite Park, um lugar de deslumbrante natureza. Fomos fazer um “hiking” e desobedecendo as placas de advertência no caminho, ultrapassamos o ponto permitido e subimos uma trilha na montanha, que era habitada por ursos. Coisinha leve, pequena transgressão, que felizmente não resultou em nenhuma tragédia. Lembrei-me também de quando remava pelo Clube de Regatas Aldo Luz de Florianópolis e estava na raia da baia sul e a marola de uma lancha virou meu skiff. Aquele foi um sufoco brabo, pois é impossível subir um skiff sem ter pelo menos um pé no chão. Fui resgatado pela nossa atual campeã olímpica Fabiana Beltrame que estava na mesma raia. Hoje rema pelo Flamengo do Rio.
Estes pensamentos temporariamente tiraram meu foco do problema, afinal se eu tinha saído destas todas, o que era estar perdido a noite na serra: sopa ia tirar de letra.
Nem a conversa na roda do café da tarde sobre a ocorrência de um ataque de um leão-baio (maior felino da região, espécie de onça parda) na semana passada a um terneiro que foi devorado pelo bichano, me preocupou. Afinal sabe-se que leão-baio não ataca humanos e eu confiava plenamente na ética dos leão- baio em respeitar estas convenções e regras, de não atacar humanos.
VOLTANDO A REALIDADE
Mas havia um perigo real e imediato que eu temia enfrentar. O frio da noite. A mais ou menos 1.500 metros de altitude, sabia que a temperatura iria cair a 7 graus, mesmo naquela noite de fim de verão na serra e o vento que já soprava forte ia levar a sensação térmica a 0 grau ou menos. Passar a noite ali era uma hipotermia na certa, até mesmo poderia me levar desta para melhor antes da hora. Eu estava cheio de historia para contar aos netos, mas estava tão desanimado em achar uma saída para o problema, quanto com a perspectiva de netos.
Chegando ao pé do tal morro, ultrapassei com dificuldades a cerca de taipas que o circundava e comecei a escalada, trôpego. Luz só da via láctea que exibia majestosa uma constelação de estrelas. Alcancei o topo do morro e o frio já ardia no lombo com o vento cortante. Olhei 360 graus na noite estrelada e não localizei nenhum ponto conhecido, até que a uns estimados dois kilometros em linha reta, identifiquei uma Rodovia. Ufa, tinha um plano C. Enquanto avaliava novamente as opções que tinha agora, enfiei a mão no bolso e saquei o celular para checar o sinal. ALELUIAS! O sinal da Vivo entrava forte no alto daquele morro, estava quase salvo. Tremulo achei o numero da Pousada, disquei e a Rose atendeu do outro lado. Ofegante já fui dizendo “Rose estou perdido aqui no alto de um morro que tem um pinheiro branco do lado.” Ela disse “espera que vou chamar o Fernando para ir te buscar”. Mais alguns minutos de espera liguei de novo e o Fernando atendeu: “Fica ai que eu vou te buscar” disse e desligou o telefone sem esperar eu dizer onde estava. Não ia adiantar nada mesmo, pois eu não tinha a menor ideia de onde estava. Passou uma hora e pouco, eu em cima do morro com a lanterna do celular ligada e acenando para a noite escura na direção que eu achava que o Fernando ia aparecer. Já sonhava com uma refeição e um banho quente.
Depois de uma espera razoável, escutei algo como gritos distantes e bem fracos ecoando na escuridão, ...no lado oposto de onde eu esperava o socorro. Era o São Fernando. Ficamos trocando gritos na escuridão até que ambos visualizamos mutuamente as lanternas, que foram lentamente se aproximando no meio do mato e do breu da noite. Estava resgatado.
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| Chegando na pousada altas horas da noite. |
EPILOGO
Para encurtar a historia. Terminamos a noite com a mais deliciosa macarronada que me lembro, entre taças de vinho e risadas, e eu tendo que aguentar até o Guilherme de quatros anos me chamar de bocó. Merecidamente. A noite debaixo dos edredons me deliciava ouvindo o vento furioso fustigando as araucárias e batendo as janelas de madeira do quarto.
Moral da historia: Não saia para andar em trilhas desconhecidas, pelo menos sem um GPS, que saiba manusear. Pelo menos.
PS Quase me esqueço de um detalhe. O celular depois que desci do morro onde fui resgatado, não captou mais nenhum sinal da operadora, mesmo na área da pousada".
Para encurtar a historia. Terminamos a noite com a mais deliciosa macarronada que me lembro, entre taças de vinho e risadas, e eu tendo que aguentar até o Guilherme de quatros anos me chamar de bocó. Merecidamente. A noite debaixo dos edredons me deliciava ouvindo o vento furioso fustigando as araucárias e batendo as janelas de madeira do quarto.
Moral da historia: Não saia para andar em trilhas desconhecidas, pelo menos sem um GPS, que saiba manusear. Pelo menos.
PS Quase me esqueço de um detalhe. O celular depois que desci do morro onde fui resgatado, não captou mais nenhum sinal da operadora, mesmo na área da pousada".
Hermes Neves da Rocha, março/2012.






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